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    Trator Jonh Deere 6120

    Com todas as alfaias necessárias à actividade agrícola

     

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    Pedro Leal

    Técnico Apícola

     

    O QUE É A ENXAMEAÇÃO

    A enxameação é um fenómeno natural e espontâneo, que as abelhas utilizam para se multiplicarem, que tem como base o instinto de reprodução e de conservação da espécie, e que consiste na saída de parte das abelhas de uma colónia para formarem uma nova colónia noutro local, com o fim de garantirem a sua sobrevivência e a propagação da espécie.

    Nesse processo abandonam a colmeia entre 10 a 20 mil abelhas, entre obreiras, zângãos e rainha fecundada podendo, por vezes, suceder a saída de enxames secundários mais pequenos com rainhas virgens chamados garfas (ou garfos). Antes da saída as abelhas enchem o estômago do mel, com mel, de forma a garantirem a sobrevivência da colónia nos primeiros 3 a 4 dias após a saída. A rainha deixa sempre, na colmeia mãe, ovos do dia, larvas de diferentes idades, bem como alvéolos reais ou até mesmo rainhas virgens já nascidas, para que a colónia possa criar uma nova rainha que dará continuidade aquela família.

    Este fenómeno acontece tendencialmente nas primeiras horas da manhã, com o aquecimento do dia, e numa primeira fase o enxame pousa num ramo ou arbusto relativamente baixo e próximo da colmeia onde as abelhas se acumulam em cacho à volta da rainha, enquanto algumas abelhas vão em busca de um local apropriado para a instalação da nova colónia. Por vezes o enxame muda de local várias vezes, normalmente para locais próximos cada vez mais altos antes do voo final para o local definitivo. Quando um novo local é encontrado todo o enxame se desloca para lá numa nuvem de abelhas que pode atingir velocidades de voo de 20 e 24 km/h. Normalmente todo este processo é rápido e termina em algumas horas, mas por vezes pode arrastar-se por dois ou três dias.

    PRÓS E CONTRAS

    Durante muitos anos a captura de enxames era a única forma conhecida pelos apicultores de aumentarem o número de colónias, e dessa forma aumentarem o seu efectivo apícola. Por essa razão, durante muito tempo, a enxameação foi vista como sendo um fenómeno benéfico, e uma mais valia para o apicultor, sendo mesmo incentivada, e era comum ouvirmos apicultores gabando-se do número de enxames que tinham capturado nesse ano. Apesar de ainda haverem alguns apicultores, menos esclarecidos, que continuam a ter essa visão positiva da enxameação, com a formação e informação disponível hoje em dia, essa tendência tem vindo a diminuir drasticamente e é ponto assente na apicultura moderna que a enxameação é um fenómeno prejudicial que deve ser evitado, pois provoca o enfraquecimento das colónias, podendo mesmo comprometer toda a produção de uma época.

    Em 1937 o entomólogo e apicultor Clarence L. Farrar, que trabalhou no Ministério das Agricultura dos Estados Unidas tendo a seu cargo a Unidade de Pesquisa da Abelha Melifera (HBRU - Honey Bee Research Unit) realizou várias investigações sobre o comportamento das abelhas, estudando a sua dinâmica populacional e curvas de crescimento, o que deu origem à chamada Regra de Farrar, que diz que quanto mais aumenta a população de uma colmeia maior é a produção por abelha, logo maior a produtividade total da colónia. Isto acontece porque quando aumenta o número total de abelhas da colmeia aumenta a proporção de abelhas colectoras, que assim recolhem mais pólen e néctar.

    Com base neste estudo pode-se concluir que é muito mais vantajoso para o apicultor ter colmeias fortes do que fracas, uma vez que que três ou quatro colmeias fracas produzem menos que uma colmeia forte, sendo preferível a qualidade à quantidade.

    As colónias com tendências enxameadoras exigem uma atenção redobrada e permanente por parte do apicultor, mas por vezes, mesmo com todos os cuidados, esta acaba por ocorrer sendo comum, numa das suas visitas ao apiário, depararmo-nos com um enxame acabado de sair dependurado num ramo de uma árvore ou noutro local próximo do apiário. Nesses casos a captura do enxame é geralmente fácil de executar e pode contribuir para atenuar o prejuízo da quebra de produção causado pela diminuição da população da colónia que enxameou. Apesar da captura de enxames poder ser aliciante, são muitos aqueles que se perdem por ocorrerem quando o apicultor não está presente. Outra desvantagem da captura de enxames, especialmente os de proveniência desconhecida, é que não se conhece a idade e qualidade da rainha nem o estado sanitário do enxame, havendo o risco de introdução de doenças no apiário. Esses enxames muitas vezes têm tendências genéticas para enxamear, propagando assim essa característica indesejável no apiário.

    SINAIS DE ENXAMEAÇÃO

    Podem ser vários os sinais de que uma colónia se prepara para enxamear. Nos dias que antecedem a enxameação as abelhas mostram-se bastante inquietas e diminuem drasticamente a sua actividade de campo. A observação de um grande número de alvéolos reais na colmeia geralmente na periferia dos quadros ou um número anormal de zangãos na colmeia são sinais que a enxameação está próxima. É também comum observar-se um grande número de abelhas acumuladas no exterior da colmeia (“barba” de abelhas), apesar de por vezes poder ser apenas por causa do calor.

    ANTES DA ENXAMEAÇÃO

    Antes da saída da colmeia as abelhas enchem o estômago do mel, com mel, de forma levarem uma reserva que garanta a sobrevivência da colónia nos primeiros 3 a 4 dias após a saída. A rainha antes de sair deixa sempre ovos do dia na colmeia mãe, larvas de diferentes idades, bem como alvéolos reais ou mesmo rainhas virgens já nascidas, para que a parte da colónia que fica na colmeia tenha meios para sobreviver.

    RAZÕES PARA A ENXAMEAÇÃO

    - A falta de espaço para postura, por exemplo pela acumulação excessiva de pólen e/ou néctar no ninho, ou a utilização de grade excluidora, limitam a área de postura da rainha e originam uma má distribuição de feromonas o que pode incitar a enxameação.

    - Pode ocorrer o desequilíbrio da colónia devido à forte entrada de néctar ou pólen provocada por uma floração curta mas muito abundante ou pela introdução exagerada de alimentação artificial estimulante. Nessa situação uma boa rainha, com uma boa postura, rapidamente fica sem espaço para pôr ovos. O desequilíbrio pode também ser provocado pelo mau maneio do apicultor como a utilização excessiva de fumo, intervenções demasiado frequentes, entre outras más práticas que podem provocar a enxameação.

    - A subida da temperatura causada pelo aumento abrupto de abelhas jovens na colónia, associado a outros factores como por exemplo a entrada reduzida da colmeia que dificulta uma boa ventilação, podem causar o ímpeto da enxameação, situação mais frequente em locais com temperaturas altas durante os meses de verão.

    - As abelhas têm a capacidade de manter a temperatura no interior da colmeia, juntando-se em cacho de modo a proteger a criação. As colmeias com pouca população, com demasiado espaço livre ou em muito mau estado, podem ser difíceis de aquecer durante o inverno o que pode levar à morte da criação e à enxameação, mal as condições climáticas o permitam.

    - A feromona mandibular da rainha (FMR) serve, entre outras coisas, para manter a unidade da colónia. Atinge o pico da produção entre o 1º e o 6º meses de idade e decresce gradualmente até aos 18 meses de idade da rainha, diminuindo rapidamente entre os 18 e os 24 meses. A diminuição da feromona a partir do segundo ano de vida, torna-se acentuada ao ponto de permitir mais facilmente a enxameação.

    - Colmeias velhas acabam por ficar com problemas de isolamento térmico, originam o enfraquecimento das colónias, propiciando o desenvolvimento de doenças, ou ataques frequentes de pragas (traça, besouros, ratos, baratas, lagartixas, etc.). Acumulação de sujidades, restos de animais ou outras matérias orgânicas, que não consigam ser removidos pelas abelhas podem originar problemas sanitários e levar à enxameação.

    - Existem raças de abelhas que têm mais tendência genética para a enxameação, como a Apis mellifera caucasica (abelha Russa) e a Apis mellifera carnica (abelha carnica). Até dentro da mesma raça algumas rainhas têm geneticamente mais tendência de enxamear do que outras.

    - Após um período prolongado com condições climatéricas adversas a tendência é que, mal haja condições para isso, se dê a enxameação como forma de proteger a espécie.

    - As rainhas preferem ceras que estejam em bom estado ou que sejam novas, recusando-se muitas vezes a pôr ovos em quadros com ceras muito velhas. Após várias gerações de criação nas mesmas ceras os alvéolos vão acumulando matéria orgânica, ficando mais pequenos, e menos apetecíveis para postura. Também as ceras deformadas podem ser rejeitadas pela rainha provocando falta de espaço de postura e possível enxameação.

    CONTROLO DA ENXAMEAÇÃO

    Mesmo com todos os cuidados que se possam ter, é normal por vezes chegarmos a um apiário e depararmo-nos com uma colmeia com sinais de querer enxamear. Nesses casos, em que a prevenção não foi suficiente, será necessário actuar de forma a controlar a enxameação, evitando assim que esta ocorra. Para esse fim existem várias técnicas que podem ser utilizadas:

    - A destruição dos alvéolos reais consiste na remoção dos alvéolos de 8 em 8 dias para evitar o nascimento de novas rainhas, evitando assim a enxameação. É um processo trabalhoso e obriga uma vigilância constante, e facilmente há um pequeno alvéolo real que nos passa despercebido e a colónia enxameia. Este método pode não ser muito eficaz uma vez que a partir do momento que existem alvéolos reais operculados, a enxameação pode acontecer antes dos 8 dias. No caso da enxameação já ter ocorrido sem nos apercebermos, a destruição dos alvéolos, além de uma perda de tempo, pode ainda condenar a colónia evitando que nasça uma nova rainha.

    - O método do corte da asa da rainha consiste em cortar, cuidadosamente com uma tesoura de bicos redondos, parte de uma das asas da rainha, após esta ter fecundado, aproveitando-se normalmente a ocasião para marcá-la com a cor correspondente ao ano de nascimento, o que possibilita depois encontrá-la com mais facilidade. O corte da asa da rainha faz com que esta caia ao tentar enxamear fazendo as restantes abelhas aglomerarem-se à volta dela, regressando passado algum tempo à colmeia, acabando a rainha por morrer no exterior, evitando-se assim a enxameação. Uma desvantagem desse método é se a rainha cair acidentalmente fora da colmeia, durante o maneio, pois não conseguirá regressar e acabará por morrer.

    - A eliminação da rainha, método em que se mata a rainha incentivando a criação de uma nova rainha, ou introduzindo uma rainha por nós escolhida, controlando assim o ímpeto de enxamear, uma vez que sem rainha a colónia não enxameia. Este método permite seleccionar e introduzir uma rainha com as características desejadas mas atrasa o desenvolvimento da colónia, porque esta terá que esperar até que a nova rainha nasça, fecunde e comece a pôr ovos, e pode pôr em risco a colónia caso, por alguma razão, a nova rainha não vingue. Por vezes é difícil encontrar a rainha se esta não estiver marcada, tornando esta operação demorada. Apesar de este procedimento evitar a enxameação pode não solucionar o que levou a esta.

    - O desdobramento da colónia pode ser um método eficiente para controlar a enxameação, uma vez que diminui a população da colónia, e contribui para o aumento do espaço disponível para a postura da rainha. Mas por vezes este método não evita a enxameação apenas atrasa, mas pelo menos permite aproveitar parte da força de trabalho que de outra forma se iria perder com a enxameação.

    Como é fácil perceber não existe uma &ldquoreceita&rdquo universal para resolver o problema da enxameação. A prevenção deverá ter sempre um papel importante cabendo assim ao apicultor estar atento a este fenómeno, de forma a poder tomar decisões rápidas e conscientes que minimizem a ocorrência da enxameação nos seus apiários.

     

    O QUE É A ENXAMEAÇÃO

    A enxameação é um fenómeno natural e espontâneo, que as abelhas utilizam para se multiplicarem, que tem como base o instinto de reprodução e de conservação da espécie, e que consiste na saída de parte das abelhas de uma colónia para formarem uma nova colónia noutro local, com o fim de garantirem a sua sobrevivência e a propagação da espécie.

    Nesse processo abandonam a colmeia entre 10 a 20 mil abelhas, entre obreiras, zângãos e rainha fecundada podendo, por vezes, suceder a saída de enxames secundários mais pequenos com rainhas virgens chamados garfas (ou garfos). Antes da saída as abelhas enchem o estômago do mel, com mel, de forma a garantirem a sobrevivência da colónia nos primeiros 3 a 4 dias após a saída. A rainha deixa sempre, na colmeia mãe, ovos do dia, larvas de diferentes idades, bem como alvéolos reais ou até mesmo rainhas virgens já nascidas, para que a colónia possa criar uma nova rainha que dará continuidade aquela família.

    Este fenómeno acontece tendencialmente nas primeiras horas da manhã, com o aquecimento do dia, e numa primeira fase o enxame pousa num ramo ou arbusto relativamente baixo e próximo da colmeia onde as abelhas se acumulam em cacho à volta da rainha, enquanto algumas abelhas vão em busca de um local apropriado para a instalação da nova colónia. Por vezes o enxame muda de local várias vezes, normalmente para locais próximos cada vez mais altos antes do voo final para o local definitivo. Quando um novo local é encontrado todo o enxame se desloca para lá numa nuvem de abelhas que pode atingir velocidades de voo de 20 e 24 km/h. Normalmente todo este processo é rápido e termina em algumas horas, mas por vezes pode arrastar-se por dois ou três dias.

    PRÓS E CONTRAS

    Durante muitos anos a captura de enxames era a única forma conhecida pelos apicultores de aumentarem o número de colónias, e dessa forma aumentarem o seu efectivo apícola. Por essa razão, durante muito tempo, a enxameação foi vista como sendo um fenómeno benéfico, e uma mais valia para o apicultor, sendo mesmo incentivada, e era comum ouvirmos apicultores gabando-se do número de enxames que tinham capturado nesse ano. Apesar de ainda haverem alguns apicultores, menos esclarecidos, que continuam a ter essa visão positiva da enxameação, com a formação e informação disponível hoje em dia, essa tendência tem vindo a diminuir drasticamente e é ponto assente na apicultura moderna que a enxameação é um fenómeno prejudicial que deve ser evitado, pois provoca o enfraquecimento das colónias, podendo mesmo comprometer toda a produção de uma época.

    Em 1937 o entomólogo e apicultor Clarence L. Farrar, que trabalhou no Ministério das Agricultura dos Estados Unidas tendo a seu cargo a Unidade de Pesquisa da Abelha Melifera (HBRU - Honey Bee Research Unit) realizou várias investigações sobre o comportamento das abelhas, estudando a sua dinâmica populacional e curvas de crescimento, o que deu origem à chamada Regra de Farrar, que diz que quanto mais aumenta a população de uma colmeia  maior é a produção por abelha, logo maior a produtividade total da colónia. Isto acontece porque quando aumenta o número total de abelhas da colmeia aumenta a proporção de abelhas colectoras, que assim recolhem mais pólen e néctar,

    Com base neste estudo pode-se concluir que é muito mais vantajoso para o apicultor ter colmeias fortes do que fracas, uma vez que que três ou quatro colmeias fracas produzem menos que uma colmeia forte, sendo preferível a qualidade à quantidade.

    As colónias com tendências enxameadoras exigem uma atenção redobrada e permanente por parte do apicultor, mas por vezes, mesmo com todos os cuidados, esta acaba por ocorrer sendo comum, numa das suas visitas ao apiário, depararmo-nos com um enxame acabado de sair dependurado num ramo de uma árvore ou noutro local próximo do apiário. Nesses casos a captura do enxame é geralmente fácil de executar e pode contribuir para atenuar o prejuízo da quebra de produção causado pela diminuição da população da colónia que enxameou. Apesar da captura de enxames poder ser aliciante, são muitos aqueles que se perdem por ocorrerem quando o apicultor não está presente. Outra desvantagem da captura de enxames, especialmente os de proveniência desconhecida, é que não se conhece a idade e qualidade da rainha nem o estado sanitário do enxame, havendo o risco de introdução de doenças no apiário. Esses enxames muitas vezes têm tendências genéticas para enxamear, propagando assim essa característica indesejável no apiário.

    SINAIS DE ENXAMEAÇÃO

    Podem ser vários os sinais de que uma colónia se prepara para enxamear. Nos dias que antecedem a enxameação as abelhas mostram-se bastante inquietas e diminuem drasticamente a sua actividade de  campo. A observação de um grande número de alvéolos reais na colmeia geralmente na periferia dos quadros ou um número anormal de zangãos na colmeia são sinais que a enxameação está próxima. É também comum observar-se um grande número de abelhas acumuladas no exterior da colmeia (“barba” de abelhas), apesar de por vezes poder ser apenas por causa do calor.


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